1 de agosto de 2015

Resenha: Quase Noite - Alice Sebold

" (...) Quase Noite é feita sob medida para quem gosta de histórias que vão muito além das aparências. Um romance sobre o que há de mais íntimo na complexa relação entre mãe e filha".


      A história narra a vida da protagonista Helen, que é uma mulher de meia idade, divorciada, mãe de duas filhas, avó e trabalha como "estátua viva" para que estudantes de artes possam desenhar enquanto a observa.
      Em uma tarde de visita à mãe idosa, Helen comete um homicídio terrível e perturbador: ela mata a própria mãe. A partir deste fato a história se desenvolve em uma narrativa bastante descritiva, misteriosa e  intercalada por momentos do passado da vida da protagonista.
    Em meio ao caos e confusão, Helen resolve pedir ajuda ao seu ex marido.
    A narrativa eletrizante e ao mesmo tempo perturbadora e inquietante se desenvolve em 48 horas.
    Não recomendo este livro para leitores sensíveis demais, pois o tema é bastante polêmico e mexe com o psicológico do leitor, eu mesma me peguei diversas vezes, interrompendo a leitura para respirar profundamente e balançava a cabeça com diversas cenas e até mesmo tampava a boca com as mãos por espanto e incredulidade diante da frieza da personagem. O livro é realmente pesado.
      Apesar de ter gostado do desfecho do livro, eu não encontrei motivos suficientes para a protagonista ter cometido o homicídio, é claro; não há razões racionais neste mundo para se matar alguém, muito menos quando essa pessoa é a sua própria mãe. O que quero dizer é que não encontrei evidências ou motivos claros no passado da Helen para ela ter cometido tal ato, eu esperava conhecer um passado obscuro da jovem Helen, uma infância sofrida e até mesmo momentos de abuso ou violência física da mãe, mas não encontrei nada disso para "justificar" a crueldade cometida pela Helen.
    O livro em si me agradou mas eu esperava muito mais.
  Enfim, como disse anteriormente, eu não recomendo "Quase Noite" para qualquer leitor pois tem que ter um "estômago forte", um psicólogo "forte" e ter uma mente aberta, sem preconceitos, julgamentos ou repulsas à assuntos tão delicados e perturbadores.
        A escrita da Alice Sebold é envolvente e consegue prender a atenção do leitor até às últimas páginas.
    Espero que tenham gostado da resenha de hoje, até breve!


Editora: Agir


3 comentários:

Sassá disse...

Achei super original a sinopse ! Vc já fica afim de ler, parece instigante. ;)

Sassá disse...

Achei super original a sinopse ! Vc já fica afim de ler, parece instigante. ;)

Leticia de Lima disse...

É bastante instigante mesmo!